Sou a αиα ραтяιcια εïз, nasci no dia 19 de Abril às 15h, a primeira pessoa a pegar-me ao colo foi a minha mãe. Tenho sonhos e medos. Sou portadora de diversos sorrisos, todos eles com um significado especial. Possuo alegria, e por vezes má disposição. Gosto de rir, de ouvir rir os outros. E às vezes gosto de chorar, deitar tudo cá para fora. Tenho um namorado que me ama, que me quer e ao qual me entreguei; tenho uma melhor amiga, tenho amigos e amigas verdadeiras. Só com eles sei ser eu própria, sei brincar, sei aparvalhar, sei sorrir e sei chorar. Só eles me animam. Só eles são meus. Tenho os meus pais, o meu irmão, a minhas primas e primos, a minha madrinha, que me dá força, amor, palavras e sorrisos, enfim tenho FAMÍLIA. Família de sangue, de alma, e de coração. Família de sempre e para sempre. Sou feliz, sou rodeada de amor. Tenho amor, beijos, sorrisos e abraços para dar. E por mais incrível que pareça, sei que sou feliz, pois dão-me tudo isso sem eu pedir. Dão-me tudo isso e muito mais. Dão-me vida. Dão-me alegria. Dão-me gargalhadas. Dão-me tudo e nada. E eu gosto assim. Gosto deles todos. Se me os tirarem, tiram-me tudo. Eles são eu. Eu sou eles. Demasiado confuso ? Nada disso. Muito simples até. Quando crescer quero saber sorrir como agora, abraçar quem abraço agora, amar como amo hoje; quero ainda saber aparvalhar junto deles; quero ser pequena sendo grande; quero ter um enorme coração cheio de recordações, fantasias, sonhos e pessoas. Apenas sei que Quero continuar a ser eu.
Ele partiu naquele dia gélido de verão, um dia como tantos outros, um dia em que o sol até brilhava, o vento era quente, e havia gentes nas praias. Mas para ela aquele seria sempre o dia mais gélido da sua vida, o dia gélido de verão. Por mais incrível que vos pareça era mesmo o dia mais frio de todo o ano, de toda a sua vida. Apesar de o sol aquecer tantos outros corações. O dela gelava por dentro, se é que ainda o tinha; pois ela desconfiava que ele lho tinha levado, levado para bem longe, num sitio em que jamais o pudesse recuperar. Talvez o tenha escondido no meio de arbustos, ou até mesmo no meio dos espinhos de rosas, porque aquela dor que ela sentia era anormal, era muito mais que uma dor normal, dessas que temos quando algo nos aleija. Porque imaginem juntar essas dores que se podem dizer normais à dor de perder o amor da nossa vida, o sol do nosso verão, à dor de não ter coração. Ele foi-se embora. E ela mesmo depois de ele ter ido, continua na esperança que no seu trajecto ele se arrependa e volte para trás, para o jardim. O jardim que dantes era deles. Que dantes apenas o sol brilhava, apenas havia calor. Agora para ela, não passa de um jardim como tantos outros, frio, escuro, sem sol - até mesmo no verão. Ele foi-se e não vale a pena ela continuar ali sentada naquele banco. Ele não vai voltar mais. Deixou isso bem claro. Mas na cabeça dela aquilo que se está a passar só pode ser um pesadelo, algo horrível. Como poderá ele ter esquecido o amor que tinham ? A magia que ambos possuíam quando estavam juntos ? Talvez ele agora esteja a sussurrar ao ouvido de outras aquilo que lhe disse a ela. E ela sente-se mal. Talvez, ele não passe de um monstro, daqueles mesmo maus. Mas ele também pode estar a acariciar o seu coração; mas não isso sim é impossível, com a dor que ela sente, isso é impossível. Talvez ele o tenha depositado num contentor, daqueles cheios de bichos que agora lhe estão a comer o coração. E ele deve estar divertido, em casa, com mais uma ao seu lado. Talvez essa cozinhe melhor, talvez essa fale menos, seja menos chata, seja mais bonita. Ela agora fartou-se dos porquês, dos talvez, dos ses, dos mas. Ela agora fartou-se de tudo, mas jurou que nunca mais.